A difícil tarefa de educar

Estamos vivendo em tempos de cobrança, todos querem ser mais rápidos, melhores e perfeitos em tudo que fazem.
No trabalho se não for assim você está fora do mercado, pois a competitividade aumenta a procura pela qualidade e pelos diferenciais.
Na vida pessoal a mesma coisa, como sermos melhores parceiros ou melhores pais? Parece que a maneira comum, simples que nossos pais e avós usavam está fora de moda, não serve para os tempos atuais, mas o que fazer?
Vamos falar aqui particularmente da difícil tarefa de educar os filhos.
O tempo que dedicamos não é mais o mesmo,  pais que trabalham fora tem um tempo limitado com seus filhos e parecem sentir culpa na hora de impor limites, dizer “não.
A velha forma de educar punindo com chineladas e surras não é mais bem vista, é contra a lei, agride os direitos da criança e verdadeiramente não funciona, a não ser para descarregar a raiva de quem bate.
As conversas, o diálogo, tão preconizado nos tempos modernos, muitas vezes não funciona também, pois as crianças não sabem mais ouvir…ficam diante de televisores, computadores e video games vidradas e longe da realidade, os pais por sua vez usam demasiadamente uma linguagem de palestrante ao falar de qualquer assunto, por mais simples que seja.
Os castigos tirados do exemplo da “Super Nany” são os mais usados, mas infelizmente sem sucesso permanente, porque na TV tudo funciona muito bem, mas a vida real não pode ser editada, ela é de verdade.
Os livros de auto ajuda são consumidos como alimento, mas não sustentam por muito tempo, pois filho não vem com manual de instrução.
Então o que fazer afinal?
Convido você para uma reflexão ampla do seu problema, o que realmente incomoda na atitude de seu filho? O que te deixa frustrado(a) como pai/mãe?
Um olhar humano e individualizado das necessidades reais de seu filho e também das suas necessidades poderá facilitar a comunicação familiar e auxiliar na tarefa de educar.

Além disso, não se culpe se por vezes se perder na maneira de educar, a aprendizagem também é para os pais, nenhum filho vem com manual de instruções.

Beatriz Azevedo, neuropsicóloga, instrutora de Mindfulness, especializada em psicoterapia para crianças e adolescentes.

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